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Antique Porto

Par de Tulipeiras Portuguesas em Faiança Azul e Branca - Século XVIII/XIX

Par de Tulipeiras Portuguesas em Faiança Azul e Branca - Século XVIII/XIX

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Raro par de tulipeiras portuguesas em faiança azul e branca, peças históricas de grande valor patrimonial que representam o melhor da produção cerâmica portuguesa do século XVIII ou início do século XIX. Estas jarras dígitas apresentam a forma característica com múltiplos gargalos para disposição individual de tulipas.

Proveniência e Autenticidade:

  • Design: Jarra dígita ou tulipeira com cinco gargalos
  • Produção: Atribuída às fábricas do norte de Portugal
  • Possível origem: Fábrica de Miragaia (Porto), Viana ou Coimbra
  • Época: Segunda metade do século XVIII ou primeira metade do século XIX
  • Quantidade: Par (2 peças)

Características das Tulipeiras:

  • Material: Faiança de qualidade
  • Decoração: Azul cobalto sobre fundo branco
  • Forma: Cinco gargalos individuais unidos numa base comum
  • Estrutura: Tubos dispostos em leque
  • Base: Pedestal quadrado com frisos azuis
  • Acabamento: Vidrado tradicional
  • Bordas: Acabamento orgânico característico

Decoração Pintada:

  • Motivos de paisagens portuguesas
  • Elementos arquitetónicos estilizados
  • Padrões florais tradicionais
  • Pinceladas azuis características das fábricas do norte
  • Medalhes centrais com cenas decorativas
  • Frisos azuis na base

História e Funcionalidade:

As tulipeiras ou jarras dígitas foram desenhadas especificamente para permitir a disposição individual de tulipas, cada gargalo acomodando uma flor. Este tipo de peça era muito apreciado nos séculos XVIII e XIX, refletindo a influência da moda holandesa das tulipas e a sofisticação da sociedade portuguesa da época.

Produção Portuguesa:

A decoração a azul sobre fundo branco com motivos de paisagens e arquitetura é característica das fábricas do norte de Portugal. A Fábrica de Miragaia no Porto, bem como centros produtores em Viana e Coimbra, eram conhecidos por este tipo de peças de elevada qualidade artística.

Estado de Conservação:

As peças apresentam sinais naturais de idade e uso, incluindo pequenas falhas nos bordos dos gargalos e desgastes na base, característicos de peças autênticas com mais de 200 anos. Estes sinais de idade conferem autenticidade e testemunham a história destas peças raras.

Valor Histórico e de Colecionismo:

Tulipeiras portuguesas do século XVIII/XIX são peças raras e muito procuradas por colecionadores de cerâmica portuguesa antiga. A raridade da pintura, a proveniência das fábricas do norte e a antiguidade conferem a estas peças um valor patrimonial significativo.

Uso e Apresentação:

Estas tulipeiras são perfeitas para colecionadores de cerâmica portuguesa histórica, museus ou para quem aprecia peças de grande valor patrimonial. Podem ser usadas decorativamente ou para o seu propósito original de exposição de tulipas.

Um par raro que combina história, arte e funcionalidade, representando o melhor da tradição cerâmica portuguesa dos séculos XVIII e XIX.

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